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Quando chamar

Quase nunca é num domingo qualquer.

Costuma ser quando a casa muda de vida: a mudança marcada, a obra que acabou, o bebê que vem, o armário que não fecha mais. Estas são as seis situações em que eu mais sou chamada — e o que muda em cada uma.

As imagens desta página mostram o resultado que eu busco em cada situação — o que a casa pode se tornar, não o registro de um trabalho já feito.

01

A mudança

Mudança tem três momentos, e o erro caro está no primeiro. Antes: decidir o que vai e o que fica, e embalar por categoria — não por cômodo, que é o que faz a caixa chegar sem dono. No dia: cada caixa sabendo em que ambiente desce. Depois: a casa nova aberta e funcionando, não empilhada na sala esperando um fim de semana livre que não vem.

Armário aberto com peças separadas por categoria, pronto para embalar
02

Depois da obra

Reforma devolve a casa em caixas e poeira, e é justamente o momento em que tudo volta para o lugar errado — porque o lugar certo mudou e ninguém redesenhou. Refazer a ordem depois da obra é um trabalho próprio, não um detalhe do fim.

Cozinha com bancada limpa e louça guardada por tamanho
03

A chegada do bebê

Enxoval separado por tamanho e estação, o que se usa de madrugada ao alcance de uma mão só, e o quarto pronto antes de o cansaço chegar. Depois que o bebê nasce, ninguém organiza nada — e é aí que a casa mais precisa estar resolvida.

Estante baixa com cestas de palha e brinquedos de madeira ao alcance da criança
04

O desapego

É a etapa que quase todo mundo pula, e a que mais muda o resultado. Organizar excesso só cria excesso arrumado. Eu separo em fica, doa e descarta, mostro item por item, e a palavra final é sempre sua — sem pressa e sem juízo sobre o que você guarda.

Despensa com potes iguais e conteúdo à vista, sem excesso empilhado
05

A troca de estação

Duas vezes por ano o armário inteiro roda. Feito com critério, leva uma tarde e o armário sai melhor do que entrou. Feito no improviso, é o que desmonta em março a organização de setembro.

Gaveta vista de cima com roupas dobradas em pé, do tom claro ao escuro
06

A rotina que não fecha

Quem trabalha fora, mora só ou tem criança pequena raramente perde para a bagunça: perde para o volume. A roupa é o que acumula mais rápido e o que desfaz a ordem primeiro — é exatamente aí que a passadoria recorrente entra, com dia fixo e sem você precisar pedir.

Roupa de cama passada e dobrada ao lado de camisas no cabide

Se a sua situação não está nesta lista, ela cabe assim mesmo.

Estas são só as mais comuns. Me conta a sua no WhatsApp e eu digo se é trabalho meu — e, se não for, digo de quem é.

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